
O Mês de Outubro acabou e deixou saudades. O Campeonato Carioca e o Brasileirão de Impro realizado pela Cia de Teatro Contemporâneo foi um sucesso, não apenas para o Alcateia que abocanhou os dois títulos, mas para todos os que deles participaram.
O Campeonato foi uma imensa oportunidade de diversas companhias, entre Cariocas, Paulistas, Mineiros e Paranaenses, trocarem experiências e contatos. Mostrou que o Impro é realmente um movimento generoso, talentoso e capaz de abraçar todos os gostos tipos e formas de se improvisar. São em movimentos como esses que se forjam amizades. Ainda mais hoje em dia, em nosso mundo globalizado. Pois pelo menos em meu Facebook e em meu Twitter a festa ainda não acabou. São centenas de fotos, postagens, reportagens, entrevistas e intercâmbios que mantém vivo o campeonato e seus participantes mesmo uma semana após o fim do evento.
Um evento bonito como a filosofia do Impro, onde a competição de verdade é pela melhor estória encenada. Abrindo portas onde muitas outras estórias ainda podem e vão acontecer em cena e na vida.
Espero que este evento sirva de sinal e ilumine aqueles que trabalham com impro mas ainda não entenderam o verdadeiro espírito da coisa. É gente, eles existem, pelo menos para mim, e se apequenam por sua inveja e falta de noção. Para esses - Cazuza:
“Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem”